Acordo sujo em sangue...Tudo ao meu redor esta um pouco confuso.Vejo uma rua estreita e uma única fonte de luz,os carros passando na esquina.E também há o sangue.sangue em cima de mim e ao meu redor,sangue por todos os lados.
Me arrasto,meu corpo dói.Tudo dói.Então encontro uma cabeça humana.Eu à levanto e deve ter sido um homem,agora é apenas algo imóvel.Estou com medo mas o cheiro parece,estranhamente,familiar pra mim.Isso me assuta mais que o resto.
Finalmente depois de muito esforço eu me levanto e cambaleio para fora desta rua.A rua do lado é uma pocilga de gente que me olha com uma dessas caras de nojo.Esta tudo bem.Deixo eles me evitarem,assim é mais facil.Acho que uma delas esta chamando a policia.Quando olho para ele se cala e desliga o telefone.Noite maldita.
Na minha casa vejo uma viatura parada na frente e resolvo entrar pelos fundos.Melhor não incomodar.Pulo a janela.Meu quarto é uma bagunça com folhas de caderno e roupas espalhadas.Pego uma blusa branca e uma calça.Depois de um banho nada aconteceu .Mas algumas imagens estranhas estão voltando a minha mente.Prefiro não pensar nelas então vou tentar me concentrar no que dizer pra minha mãe.Ela esta na sala.Desço as escadas até la e quando eu passo ela esta se despedindo dos policiais.Eles olham pra mim mas vão embora.
Minha mãe olha pra mim e esta triste.Ela é uma mulher alta,loura com um rosto rosado e sofrido.
Nos olhos dela eu sou a figura de meu pai.Um homem alto e corpo atlético e cabelos castanhos,vestido em calça jeans e camisa branca que de acordo com ela,"ele"sempre usava.
-Onde você estava ?
-Não sei.
-Como assim você não sabe?
-Não lembro,droga!
-Não fale assim comigo! Se você pensa que pode sair entrar como bem entende esta muito enganado mocinho.
-Mãe eu não sou mais um "mocinho"...
-Não interressa.Você não será um homem até começar à agir como um.
-Tá mãe,tá...-Saio pelo corredor até a cozinha.Preciso comer.Só agora percebo que estou morrendo de fome.
Minha mãe ainda esta reclamando mas eu não estou mais ouvindo.Depois de comer tudo que havia sobrado da janta ainda estou com fome."Que é isso?Quando comecei a comer tanto?"Minha cozinha é compacta como o resto da minha casa mas tem um aspecto familiar que me agrada com paredes em branco.Tem apenas dois andares.Acho que somos de classe média.
Minha mãe entra na cozinha.
-Ao menos você está comendo direito.Você devia dormir,já são três da manhã.Não se esqueça tem que deve ir ao colégio.Não vá faltar novamente.
-Tudo bem mãe.Tô indo.Vô só comer mais uma maçã.
-Vai acabar passando mal desse jeito.
-Huhum...
Subo as escadas.Só então eu pergunto:
-Mãe o que os policiais queriam?
-Eles estavam procurando saber se tinhamos ouvido alguma coisa.
-Como assim "alguma coisa"?
-Sobre os corpos que a policia encontrou perto daqui.Fiquei horrizada parece que tem um assassino a solta perto da vizinhança.Ele ja fez duas vitimas.Não é horrível?!Mas os policias me disseram pra ficar calma,eles estam fazendo todo o possivel.Ainda bem que você voltou em paz.
-Sim...